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quarta-feira, 13 de abril de 2011


Quem conhece Abrantes sabe…

Já percorreu as suas ruas estreitas salpicadas de flores nas janelas

Já namorou no “muro da vergonha”,

Já sentiu as pernas doridas do sobe e desce…

Quem conhece Abrantes sabe…

Já ouviu a música na rua numa noite de verão,

Já encontrou um sorriso amigo numa esquina,

Já pisou o chão onde o passado repousa

Quem conhece Abrantes sabe…

Que o Tejo a beija todos os dia,

Num abraço desde o sol nascente até onde se põe,

nas suas colinas que fazem nascer o ouro mais verde

Quem conhece Abrantes sabe que os dias correm

Bonitos e sempre dourados pelo sol,

No cima da colina, mesmo quando faz frio.

Quem conhece sabe, que Abrantes é uma cidade de

Passado, presente e futuro.

Quem a conhece ama-a…


(poema da minha autoria - Abril 2011)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pedras no Caminho



Dedico este poema de Fernando Pessoa a todos os pessimistas, neste tempos conturbados...



Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,

mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.

E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e

tornar-se um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrarum oásis no recôndito da sua alma .

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo...


(Fernando Pessoa)

terça-feira, 22 de março de 2011

A geração “à rasca” está na moda. Eu pertenço à geração do “desenrasca-te”.



Eu que era adolescente na década de 80 (também uma época de crises) penso que pertenço à geração do “desenrasca”. Quando terminei o 9º ano fui confrontado com a dificuldade de prosseguir estudo por razões económicas e familiares.

Optei por me “desenrascar” e entrei num dos primeiros cursos profissionais que a escola secundária na altura proporcionava. Foi a minha primeira decisão pessoal importante, e confesso que me tirou algumas noites de sono. Não parei, fiz um ano lectivo de teoria e seis meses de estágio numa empresa da região.

Ao contrário de alguns colegas que fizeram o estágio em empresas e organismos públicos da região, não tive a sorte de ser integrado na empresa em que estagiei. Fiquei alguns meses parado mas já à procura de emprego, tinha na altura 17 anos. Consegui um emprego como escriturário num gabinete de advogados, que me pagavam metade do salário mínimo da altura sem recibos nem descontos. “Desenrasquei-me” e consegui retomar os estudos à noite e concluir o 12º ano. Foram anos difíceis: a ganhar pouco e a trabalhar à noite, e ainda por cima sem o apoio dos meus pais que me diziam que era tonto. Para quê estudar mais se já tinha emprego?

Não desisti! Fui acumulando os estudos com o trabalho e com os cursos que o Fundo Social Europeu foi realizando e financiando nessa década, pois sempre fui da opinião de que o saber não ocupa lugar. Já no inicio da década de noventa, e depois de ter feito não sei quantas provas e entrevistas para bancos, seguradoras, empresas, etc… consegui, através de um anúncio de jornal, um emprego numa empresa de comércio internacional, como assistente administrativo.

Hoje passados mais de vinte anos tive um trajecto de vida sempre ascendente, pois confiei nas minhas capacidades, estive sempre receptivo a adquirir novos conhecimentos e sou hoje dono da minha própria empresa.


Fiz este breve resumo da minha vida profissional para que possam entender que esta geração “à rasca” tem agora a vida muito mais facilitada do que a minha geração. Tem a possibilidade de estudar, licenciar-se, tirar mestrados, têm carro e mesada, mas falta-lhes a capacidade do “desenrascanço”, e falta-lhes também a humildade para aceitar outros empregos que não o que estavam à espera depois de se formar.

Eles têm os pais que os podem apoiar e sustentar até aos 30 anos enquanto esperam pelo emprego ideal e se vão queixando que não conseguem emprego.

MEXAM-SE! Não fiquem a lamentar-se que não há empregos: Há muitos empregos disponíveis, mas não a ganhar o que esperam. Hoje em dia ter um canudo já não dá o estatuto e as mordomias de há 20 anos atrás… Pensem nisto. Se acham que podem fazer melhor, criem os vossos próprios empregos (o IEFP tem uma série de incentivos para isso) atrevam-se, arrisquem, mas não fiquem sentados à espera “DO EMPREGO”!

Por essa Europa fora existem muitos licenciados que têm empresas de carpintaria, de serralharia, que criam gado, que servem em cafés e restaurantes para sobreviver… porque é que em Portugal tem que ser diferente?

O MUNDO MUDOU! As cabeças dos nossos jovens que são tão “para a frente” em algumas coisas e ainda pensam como os pais: “Vamos lá tirar o curso para arranjar um emprego bem pago e ser chamado de Dr.”

DESENRASQUEM-SE meus caros.! O mundo é dos que se sabem adaptar aos novos tempos…

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A opinião dos opinadores.


Estou confuso!...

Em todo lado se lêm e se assistem a opiniões sobre todos os temas e assuntos: nacionais, internacionais ou locais. Há quem opine sobre política nacional, internacional, sobre obras, sobre boas maneiras, sobre culinária, sobre orçamentos e grandes projectos, sobre processos judiciais e processos desportivos, sobre investigações judiciais, sobre pessoas e por aí fora...

Há quem se dêm ao trabalho de opinar todos os dias e de forma não remunerada no seu blogue para mostrar que sabe e sempre tem razão. Quantos desses opinadores não fazem a minima ideia do que falam, porque só se reconheçe a capacidade de opiniar a quem está totalmente no dominio do assunto sobre o qual opina. Muitas opiniões desses opinadores são formadas através do que ouvem por aqui e por ali, pelo que lêm nos jornais e nas revistas e já está! Está feita a opinião!

Eu faço parte dos que quando não sabem, não opinam, e passo muitas vezes por ignorante quando não opino sobre isto ou sobre aquilo, pois está na moda ter opinião sobre tudo.

Preferido não comentar, quando não domino o assunto que me querem obrigar a opiniar. Como diria Sócrates (o filósofo) "Só sei que nada sei". Por veze é preferível não comentar, do que ter uma diarreia de opiniões sobre tudo, quando afinal não é dificil perceber que não sabe nada.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


Estou abismado com a quantidade de notícias que agora aparecem sobre os velhinhos que aparecem mortos em casa? Será que isto não acontecia antes ou agora é que se está a dar relevância ao problema? Pessoalmente acho que sempre aconteceu, o que não acontecia antes era haver tanta avidez de notícias escandalosas para abrir telejornais... Creio que o que aconteceu à senhora dos 8 anos morta em casa é fruto da ineficácia dos nossos serviços policiais e do próprio ministério público. Só por aqui podemos ver quão mal estamos!

Não sou apologista de andar a rebentar portas por tudo e por nada, mas haja alguma inteligência (e interesse) por parte dos nossos serviços policiais e judiciais para não achar estranho que uma velhinha que habitualmente não saía do bairro deixar de dar notícias e de aparecer de um dia para o outro, ignorando as tentativas dos vizinhos e familiares em querer saber o que aconteceu à pobre senhora!

Imagino que quem foi recebendo as participações das pessoas que queriam saber onde estava a senhora, tenha tomado nota da ocorrência, mas a tenha deixado em cima da mesa tempos infinitos, sem se preocupar minimamente com o assunto... É este o espirito do funcionalismo publico (quase todo, não quero ser injusto, porque alguns trabalham)... mas sobre funcionários publicos já falámos anteriormente...

Enfim, só me resta lamentar que cada vez mais nos preocupemos com os nosso velhinhos, e que nos esqueçamos que estamos a caminho de sê-lo...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Abrantes, nada como dantes!



Olá de Novo!

Estou de volta a este blog, mas desta vez sem promessas, já que da última vez não consegui cumprir a promessa de escrever com regularidade.

A partir de agora vou passar a incluir uma fotos, para dar uma "ar mais moderno" ao blog e picar o vosso interesse. Darei preferência a fotos de Abrantes, mas poderão aparecer outras, tal como hoje, em que estou a testar a inserção de fotos.

Até já!