Desde sempre me ensinaram que uma pessoa deve ter “palavra”, ou seja, que o que se diz seja coerente com aquilo que se faz, e se cumpra com o acordado verbalmente.
Ainda nos nossos dias é importante ter “palavra”, ser sério, honesto e que se cumpra o que se promete.
Os valores que ensinamos aos nossos filhos devem passar também por aí. Devemos ensinar-lhes a importância de ser coerentes nos seus actos e nas palavras. Acreditem que isto é cada vez mas difícil! Como explicar a uma criança que vê as séries juvenis que passam nas televisões, a importância de determinados valores, quando ela os vê a ser atropelados todos os dias? Como ensinar-lhes que não se deve mentir quando se defrontam com a mentira todos os dias, como ensinar-lhes que há um mínimo de decoro a manter na forma de vestir, quando os seus actores (e actrizes) favoritos se desfilam com os trapinhos mais absurdos, ou vêm os desfiles de moda em que as roupas são absolutamente surreais e ninguém lhes explica que esses modelos não são para vestir, mas apenas para o espectáculo da “criatividade”?
Voltando ao tema da importância da “palavra”, quando dada entre pessoas sérias ela vale tanto como um contrato escrito (a lei assim o diz), mas como nos dias que correm, infelizmente ninguém se fia de ninguém, há que reduzir tudo a escrito não vá dar a amnésia a uma das partes, e depois é uma carga de trabalhos ter de provar o que ficou acordado.
Ser um homem ou mulher de “palavra” é cada vez mais difícil nos dias que correm, visto que quase ninguém cumpre com a “palavra dada”, desde o político que diz que não vai subir os impostos se for eleito, ao senhorio que antes de arrendar a casa promete uma pintura e a reparação de pequenos defeitos, desde o empreiteiro da obra que promete entregar a casa numa determinada data, ao homem da pastelaria que nos diz para ir levantar aquele bolo de aniversário à 1.00 h e depois o bolo não está pronto… A “palavra” vale cada vez menos, e cada vez menos sei como lidar com isso…
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