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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Chegar a casa!


Quando paramos para pensar, apercebemo-nos da enorme vantagem de habitar uma cidade pequena.
Primeiro, estamos a pouco mais de 5 ou 10 minutos do local de trabalho, da escola dos miúdos, das compras, de sítios fantásticos para descansar um pouco ou almoçar tranquilamente, da auto-estrada para Lisboa, ou Porto se nos apetecer sair um pouco… A ausência de trânsito, de stress para chegar a casa ou ao trabalho é um bem precioso que somente quem já viveu numa cidade pode apreciar.
Abrantes tem tudo isto. Tem boas acessibilidades, tem o Aquapolis, o parque urbano de S. Lourenço para passear (com ou sem os miúdos) tem ruas bonitas e limpas no centro histórico, tem monumentos, tem espaços verdes, tem comércio e alguma vida nocturna.
Uma coisa curiosa, e que para algumas pessoas é uma vantagem e para outras nem por isso, é o facto de quase toda a gente se conhecer. Há dias estava a pensar nisto, e cheguei à conclusão de que mesmo falando com além que à partida nos é desconhecido, chegamos à conclusão que temos pessoas conhecidas em comum.
É por tudo isto que gosto de morar numa cidade pequena. Trabalho numa empresa em Abrantes que está em contacto permanente com pessoas do país inteiro e de toda a Europa. Já visitei Portugal de Norte a Sul e a maior parte das cidades Europeias e é sempre com um suspiro que chego a casa…

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Estou de volta!

As minhas desculpas aos meus (poucos) leitores, mas a minha vida tem andado complicada e não tenho tido tempo para escrever. Sei que já se passaram 3 meses, mas muitas coisas aconteceram neste periodo... Temos de novo o Sócrates como primeiro ministro, temos Portugal quase apurado para o mundial (esperemos...), temos uma nova presidente de Câmara em Abrantes...
Porque perdi recentemente um familiar, e estas coisas da morte nos põem sempre a pensar na fragilidade da vida, gostaria de partilhar convosco alguns pensamentos e questões que sempre nos passam pela cabeça nestas alturas: será que vale a pena correr o dia todo, e não conseguir dar atenção a quem mais amamos? Será que vale apenas investir tanto tempo em Ter e não no Ser? Será que valem a pena todas as discussões inúteis apenas para marcar pontos de vista, quando no fim, nada disso importa?...
Sinceramente, eu que sempre fui apologista do Vive e Deixa viver, cada vez mais acho que estou certo.
Cada um deve viver como quer (desde que não interfira com a vida dos outros) porque a vida é tão curta...
Hoje fico por aqui, com a promessa de voltar a escrever com mais frequência.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Funcionários públicos

Numa semana em que se falou da produtividade dos nossos funcionários públicos, não pude deixar de partilhar convosco um excerto do livro de Isabel Allende, "O meu País Inventado", que li já algum tempo sobre os funcionários públicos Chilenos que me fez sorrir...

"O amor aos regulamentos, por mais inoperantes que eles sejam, encontra os seus melhores expoentes na imensa burocracia da nossa pátria sofredora. Essa burocracia é o paraíso do chinelito del montón, ou o homem de cinzento. Nela pode vegetar o seu gosto, totalmente a salvo das armadilhas da imaginação, muito seguro no seu posto até ao dia da reforma, desde que não se cometa a imprudência de tentar mudar as coisas, tal como garante o sociólogo e escritor Pablo Huneeus (...) O funcionário publico deve compreender desde o seu primeiro dia na repartição que qualquer sinal de iniciativa ditará o fim da sua carreira, porque não está ali para exibir méritos, mas para alcançar dignamente o seu nível de incompetência.
O propósito de mover papéis com selos e carimbos de um lado para o outro, não é resolver problemas mas impedir soluções. Se os problemas se resolvessem a burocracia perderia poder e muita gente honesta ficaria sem emprego, pelo contrário, se piorarem, o Estado aumenta o orçamento, contrata mais gente e assim diminui a taxa de desemprego e todos ficam contentes. O funcionário abusa da sua migalha de poder, partindo do principio de que o público é o seu inimigo, sentimento que é plenamente correspondido."

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A importância da “palavra”.


Desde sempre me ensinaram que uma pessoa deve ter “palavra”, ou seja, que o que se diz seja coerente com aquilo que se faz, e se cumpra com o acordado verbalmente.
Ainda nos nossos dias é importante ter “palavra”, ser sério, honesto e que se cumpra o que se promete.

Os valores que ensinamos aos nossos filhos devem passar também por aí. Devemos ensinar-lhes a importância de ser coerentes nos seus actos e nas palavras. Acreditem que isto é cada vez mas difícil! Como explicar a uma criança que vê as séries juvenis que passam nas televisões, a importância de determinados valores, quando ela os vê a ser atropelados todos os dias? Como ensinar-lhes que não se deve mentir quando se defrontam com a mentira todos os dias, como ensinar-lhes que há um mínimo de decoro a manter na forma de vestir, quando os seus actores (e actrizes) favoritos se desfilam com os trapinhos mais absurdos, ou vêm os desfiles de moda em que as roupas são absolutamente surreais e ninguém lhes explica que esses modelos não são para vestir, mas apenas para o espectáculo da “criatividade”?

Voltando ao tema da importância da “palavra”, quando dada entre pessoas sérias ela vale tanto como um contrato escrito (a lei assim o diz), mas como nos dias que correm, infelizmente ninguém se fia de ninguém, há que reduzir tudo a escrito não vá dar a amnésia a uma das partes, e depois é uma carga de trabalhos ter de provar o que ficou acordado.

Ser um homem ou mulher de “palavra” é cada vez mais difícil nos dias que correm, visto que quase ninguém cumpre com a “palavra dada”, desde o político que diz que não vai subir os impostos se for eleito, ao senhorio que antes de arrendar a casa promete uma pintura e a reparação de pequenos defeitos, desde o empreiteiro da obra que promete entregar a casa numa determinada data, ao homem da pastelaria que nos diz para ir levantar aquele bolo de aniversário à 1.00 h e depois o bolo não está pronto… A “palavra” vale cada vez menos, e cada vez menos sei como lidar com isso…

quinta-feira, 2 de julho de 2009

As dificuldades de um cidadão nas suas relações com as repartições públicas.

Sendo um cidadão comum, que se esforça por cumprir com todas as suas obrigações fiscais, a tempo e horas e sendo também um dos raros cidadãos portugueses que trata de todos os assuntos com tempo suficiente para evitar as famosas filas de espera das repartições públicas, estou absolutamente desanimado e desiludido com o (mau) funcionamento da máquina burocrática do estado.
Sei que o sistema até há pelo menos 10 anos atrás era absolutamente arcaico e rudimentar. Toda a informação patrimonial e fiscal e civil estava inscrita manualmente em calhamaços que os funcionários arrastavam com esforço para cima do balcão de atendimento, sempre que o cidadão contribuinte vinha tirar alguma certidão ou inscrever o que lhe cabia em herança, ou ainda pretendia doar, vender ou simplesmente inscrever em seu nome a propriedade que possuía desde sempre e que ainda não constava em seu nome…
Eu próprio, no âmbito de uma actividade profissional que exerci há alguns anos atrás tive oportunidade de manusear alguns desses famosos e pesados exemplares, escritos e re-escritos à mão, desde o tempo da "outra senhora".

Nos tempos de correm, na era da internet, da digitalização, do armazenamento digital de informação, da informatização em geral de todos os sectores da vida quotidiana, não entendo como se pede ainda numa instituição pública, como as finanças e a segurança social, que uma pessoa prove que está viva. Para que serve o serviço de registo civil, onde supostamente estará o registo de nascimento da pessoa em questão, e não estando averbado o seu falecimento, obviamente a pessoa continua viva. Essa pessoa tem número de contribuinte, numero de segurança social ou NISS, recebe mensalmente a sua mísera reforma pela Segurança Social, e mesmo assim, se tiver a infelicidade de não saber escrever, e necessitar de tratar de alguma assunto, como por exemplo solicitar o CSI (não confundira com a série policial da TV) ou seja o complemento solidário para idosos, e não podendo deslocar-se pelos seus próprios meios, a Segurança Social “exige” que o cidadão (independentemente da sua condição física) se apresente nos Serviços Sociais para colocar o borrão feito com o indicador direito no impresso, na presença do funcionário.
A Segurança Social não tem qualquer piedade para com o pobre cidadão, quase cego e acamada há quase uma dezena de anos, que ainda por cima sofre do coração, e obriga-o a deslocar-se, numa ambulância, quer chova a cântaros, faça uma calor tórrido ou um frio de rachar, às suas cómodas instalações, onde o cidadão não chega a entrar porque os Serviços não têm nenhuma porta que não tenha vários degraus, para que um funcionário enfastiado comprove que o senhor está vivo e possa ele mesmo por o indicador no formulário exigido…

Depois do Plano tecnológico, do Magalhães e do cartão do cidadão e dos vários portais do governo, para tratar de todos os assuntos “online” o cidadão de quase 90 anos de idade, quase cego, doente cardíaco e acamado precisa de se mostrar em pessoa na Segurança Social, para que os serviços acreditem que está vivo e que não foi mais ninguém a por o indicador no "impresso próprio"…
Isto aconteceu em Abrantes, e seguramente em outras cidades do nosso avançado país…

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O efeito "sorriso".


Já devem ter reparado na importância do sorrir ou não sorrir em determinadas circunstâncias. Há pessoas para quem o sorriso é natural e espontâneo, e outras para quem o sorriso é algo que poucas ou raras vezes acontece. Há caras que estão vincadas de tanto sorrir, e outras vincadas por nunca o fazer.
Um sorriso ilumina o rosto de quem sorri, e dá à pessoa que recebe o sorriso um sinal de simpatia e de abertura. Experimentem abordar um polícia, por exemplo, perguntando por uma direcção. Se sorrirem o polícia explicar-vos-á o caminho com pormenor e se for preciso até vos faz um desenho. Se não sorrirem, o mais provável é que o policia vos despache com uma indicação rápida e bastante confusa do trajecto até ao destino.
Os políticos perceberam já há bastante tempo a importância do sorriso, vejamos o caso de Kennedy; Bill Clinton; Obama, Ramalho Eanes (por não sorrir e querer dar um ar de sobriedade, e rigor, numa altura em que Portugal precisava de uma líder sério) e Paulo Portas, com o seu sorriso Pepsodente, nem sempre condizente com a expressão do rosto. Goste-se ou não das personagens o facto é que não podemos negar que cada uma delas joga com o sorriso, ou falta dele, para transmitir uma imagem.
Os olhos são o espelho da alma, já alguém disse, e o sorriso aberto, “amarelo”; de circunstância; de educação, de maledicência ou de desdém é facilmente denunciado pelo olhar.
Pensem nisto, e sorriam…

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Olá aos meus futuros leitores!

Viva!

Depois de muito ponderar decidi também começar o meu próprio blog.
Por aqui irei deixar opiniões, desabafos e tudo o mais que for oportuno comentar.
Espero pelas vossas visitas,